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O exame histopatológico

Abaixo listam-se cuidados e orientações para obtenção de uma amostra adequada ao exame histopatológico:


- Tipo de material: tecido coletado em necropsia, peça cirúrgica e biópsia.

- O fragmento coletado deve ser cortado com instrumento de lâmina bem afiada, com cortes rápidos e seguros de forma a não esmagar o tecido.

- As superfícies de corte devem compreender, sempre que possível, uma parte da lesão e outra do tecido normal adjacente.

- Peças cirúrgicas íntegras devem ser enviadas sob refrigeração e o mais rápido possível ao laboratório. Caso contrário devem ser fatiadas com segmentos de no máximo 1 cm de espessura e colocadas no fixador*.

- A fixação para histopatologia convencional utiliza solução aquosa de formalina a 10% (1 parte de formaldeído – geralmente comercializado em solução 35-40% - para 9 partes de água). 

É um erro comum considerar a concentração 37% ou 40% antes de fazer a diluição. Portanto, o correto é usar uma parte de formol 37% ou 40% para 9 partes de água.

*Fixador: deve-se dar preferência, se possível, ao formol tamponado para se obter material de melhor qualidade:

→ Formol 10% tamponado (para preparar 1 litro):
Sol. 35 – 40% formaldeído .............. 100 ml
Água destilada.................................. 900 ml
Fosfato monobásico de sódio........... 4 g
Fosfato dibásico (anidro) de sódio...6,5 g


- Para tecido nervoso deve-se utilizar formol a 20% (2 partes de formalina para 8 de água), uma vez que este tecido deve ser manipulado o mínimo possível antes da fixação para evitar artefatos. Este tecido deverá ser fatiado apenas no dia seguinte.

- Proporção ideal para fixação: 20 vezes a solução fixadora em relação ao material. No entanto, a proporção de 10 vezes pode ser suficiente, respeitando-se a espessura máxima de 1 cm e trocando-se o fixador no dia seguinte.

- Fragmentos não devem ter mais de 1 cm de espessura, pois o fixador penetra no máximo 0,5 cm de profundidade no tempo desejado para se evitar alterações autilíticas prejudiciais.

- Tempo de fixação: entre 8 e 48 horas: 8h para cada 1 mm de espessura da amostra.

- Envio ao laboratório: após o material estar fixado, o que permite enviar um volume total menor, evitando-se, inclusive, derramamento durante o transporte. Após a fixação, basta um volume de fixador suficiente para manter úmido o material.

- Amostras maiores que 3 cm demoram mais de 48 para fixarem. Quando necessário, fazer pré-fixação por 8 horas e depois fatiar.

- Recipientes devem ter boca larga para remoção fácil do tecido sem causar esmagamento ou rupturas por ocasião da sua retirada e possuir tamanho adequado de forma a não deformar o tecido.

 
Exemplos de materiais enviados de forma inadequada para exame histopatológico, recipiente de volume insuficiente para o material e outro de boca estreita. Chamamos a atenção para o fato de que o recipiente a esquerda seria adequado para transporte após fixação. 

FIGURA 1


- Recipientes devem ser devidamente rotulados com a identificação do paciente (espécie, raça, sexo, idade e pelagem), nome do veterinário requisitante e acompanhados de requisição, contendo todas as informações clínicas possíveis (tempo de evolução, tratamentos realizados, se houve ou não resposta, sintomatologia clínica, contactantes, etc.); estes dados são fundamentais para a melhor condução possível ao diagnóstico.

 Recipientes devidamente identificados.

FIGURA 2


$$$$: Normalmente cobra-se por fragmento examinado, logo, o veterinário deve ser claro e objetivo quanto ao número e origem de amostras enviadas.

Importante: amostras de pele de locais diferentes devem ser acondicionadas em recipientes diferentes e identificados quanto a origem.

 

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